Eventos | 13 novembro, 2019
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Com espaço aberto e convidativo, a Ânima Educação ofereceu aos convidados da HSM Expo 2019, entre os dias 4 e 6 de novembro, momentos para sair do lugar comum, refletir e inovar. O auditório, que trouxe como mote ‘A inovação acontece na diversidade’, deu espaço a palestrantes que mostraram esse conceito na prática, unindo suas vozes por um propósito comum. Os painéis foram abertos por Marcelo Bueno, presidente da Ânima Educação, que deu as boas-vindas ao primeiro palestrante do evento, Mauricio Escobar, cofundador da Ânima Educação. Maurício apresentou uma ‘antipalestra’ sobre empreendedorismo, apontando erros e acertos de quem conduz o próprio negócio. Além disso, o empreendedor destacou que muito se fala sobre o que dá certo, mas apontou a importância de falar sobre o que dá errado, tendo sempre uma visão crítica e questionadora.

Elaine Andrade, consultora de Treinamento e especialista em educação corporativa e desenvolvimento de liderança, deu continuidade ao debate, como mulher negra, de origem simples, que por meio da educação teve a oportunidade de ocupar lugar de destaque no mercado. A profissional falou sobre a diversidade além do discurso, mostrando que é necessário evoluir para inovar. O terceiro encontro recebeu a presença de Neon Cunha, publicitária, diretora de arte e ativista independente, que falou sobre “Quais vidas importam: subjetividade e interseccionalidade na construção da violência”, trazendo histórias de indígenas, negros, brancos e destacando casos de pessoas LGBTs que foram agredidas física e psicologicamente sem que houvesse a comoção da sociedade.

Após as palestras, os convidados puderam participar do espaço “Ânima convida: provocações sobre educação” em que Daniel Castanho, presidente do conselho administrativo da Ânima Educação, entrevistou a deputada federal Tabata Amaral. As perguntas feitas por Castanho à deputada foram permeadas por temas como: trajetória acadêmica e profissional, ecossistema de aprendizagem, escola pública, tecnologia, futuro, diversidade, entre outras. “Eu venho de uma família em que meu pai não terminou o ensino fundamental e minha mãe terminou o ensino médio por meio do Educação de Jovens e Adultos (EJA). Mas eu tive uma professora na escola estadual que decidiu tirar os sábados para me preparar para as olimpíadas de matemática e professores que tiraram dinheiro do próprio bolso para que eu pudesse almoçar e pegar o ônibus. No começo muita gente sonhou por mim e acreditou que eu tinha futuro, coisa que eu não acreditava”, comentou a deputada.

O segundo dia de evento (05/11) seguiu com apresentação dos jovens Gustavo Glasser, CEO da Carambola, e Lucca Najar, Head of Marketing também da Carambola. Ambos falaram sobre como a diversidade e a inclusão podem impactar vidas. Lucca, primeiro funcionário trans a trabalhar e estudar no Centro Universitário Una, em Belo Horizonte, que integra a Ânima Educação, é agora Head of Marketing da Carambola. “Sabe quantas pessoas trans estão no mercado de trabalho formal? 5%. E quantas pessoas estão na Universidade?! 0,2%?”. E completa: “Convivendo com pessoas diferentes a gente entende como é bom ouvir o outro, porque a gente entende melhor as coisas”. Já para Gustavo, homem trans e CEO da Carambola, é necessário enxergar o copo meio cheio. “Me disseram que a Carambola não ia dar certo, porque a gente dependia de pessoas, pessoas que vão embora depois que são capacitadas. Aí eu pensei: então estou fazendo certo”. E destaca: “A diversidade traz um conflito e a gente cresce no conflito. A gente cresce quando a sociedade questiona”.

O diretor de inovação do Instituto Ânima, Rafael Ávila, comentou como o coeficiente espiritual e um olhar para dentro é importante para quem busca a evolução. “Meditar não é calar sua mente, mas oscilar entre momentos de reflexão e foco. Precisamos olhar para dentro se quisermos mudar o que está fora. A espiritualidade está em como acordamos pela manhã e em como conduzimos nossa trajetória ao longo do dia”. O professor também convidou os participantes a meditarem e refletirem: “Quantas pessoas podem dizer que têm controle sobre as suas emoções?! A quem disser que tem esse controle, sugiro segurar a respiração por 5 minutos”.

O último encontro do dia contou com a presença de Sauanne Bispo, fundadora da agência de intercâmbio Go Diáspora, que falou sobre diversidade no turismo, destacando como a história pode ampliar a visão da inovação. “Enquanto na Índia eu era a pessoa exótica e os outros queriam tirar fotos comigo, de forma positiva, na Rússia as pessoas não queriam se sentar ao meu lado, ou seja: eu era exótica de forma negativa. Até que eu conheci a África das cores, das comidas boas, de pessoas receptivas. Lá eu me senti igual às outras pessoas, não era diferente de ninguém, não era exótica. Então fui analisar os dados novamente. Ruanda era um dos países mais seguros do mundo, mais do que o Canadá. Essa era a minha missão, desmistificar a África. Assim surgiu o Go Diáspora”.

O encerramento dos dez encontros realizados pela Ânima, 06/11, contou com a presença da Maria Flávia Bastos, professora de ética e responsabilidade social, que falou sobre como a alma é o segredo do negócio. “Não precisamos de heróis, precisamos de gente como a gente que vai fazendo microrrevoluções no dia a dia. Precisamos de senso de integração”. O bate-papo seguiu com a fala da Laura Florence, cofundadora da More Girls, que destacou que a diversidade começa pela liderança. “Se você precisa de alguém com uma cabeça diferente na liderança, você precisa proporcionar isso a ela”. A última apresentação do dia foi em alto nível. Andrea Iorio, palestrante e escritor, falou sobre as seis competências essenciais da transformação digital. “A transformação digital não está necessariamente ligada à tecnologia, ela também está ligada a pessoas”. E destacou: “Tudo que é realmente transformador gera uma rejeição”.

A Ânima possui 50 unidades em 7 estados brasileiros e está localizada em 35 cidades espalhadas pelo país, contando com mais de 7 mil colaboradores de diversas regiões. Nesse contexto, a diversidade e a inovação para a empresa vão além do discurso, pois representa o seu DNA e sua estratégia de negócio. Além de possuir um time composto por representantes de diferentes regiões do país, 15% dos colaboradores tem mais de 50 anos e 53% são mulheres, das quais, 20% são mães e 60% atuam em cargo de liderança.

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