Inovação | 20 abril, 2021
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De uma organização educacional para uma EdTech. Ao trilharmos nossa jornada de Transformação Digital ao longo dos últimos quatro anos, com mudanças de metodologia, processos, organização, cultura e mindset das equipes, fizemos com que a tecnologia deixasse de ocupar um setor específico para ser uma competência presente em todas as áreas da companhia. Colocando o aluno no centro e tomando decisões com base em dados, identificamos as principais dificuldades dos alunos, em processos administrativos ou em sala de aula, e reagimos de forma muito mais rápida, oferecendo um serviço personalizado através de um amplo portfolio de produtos digitais.

O cenário desafiador para a educação em 2020 em função da pandemia acelerou ainda mais essa transformação. E fez com que nos adaptássemos ou implantássemos novos produtos e serviços em tempo recorde para garantir a continuidade do aprendizado com qualidade e dos atendimentos aos estudantes para oferecer uma boa experiência à distância. “Os nossos alunos não comparam mais a Ânima com as outras Instituições de Ensino Superior. Eles comparam com os serviços oferecidos por empresas líderes digitais, como Nubank, iFood e Netflix, por exemplo. Por isso, passamos a olhar também para fora do setor e começamos a entregar aos estudantes um serviço personalizado e inovador. Isso é o que nos difere das outras instituições, pois oferecemos educação de alta qualidade em grande escala. Em um dos anos mais desafiadores para a educação, conseguimos investir 60% a mais em tecnologia em relação ao ano anterior, para que a educação não só não parasse, mas evoluísse. Cerca de 140 mil alunos, de todo o Brasil, tiveram a oportunidade de seguir estudando em um cenário de pandemia e isolamento social e ainda incorporar novos recursos a este processo”, destaca Patrícia Fumagalli, nossa VP de Transformação Digital.

A jornada de Transformação Digital começou para nós em 2017. De lá para cá, escolhemos ser uma instituição digital e a tecnologia passou a ser um componente estratégico dessa mudança. Em 2018, por exemplo, o setor de Tecnologia da Informação foi inteiramente reformulado, resultando na reorganização dos colaboradores em, até agora, 25 times multidisciplinares (squads), focados em uma etapa da jornada do aluno ou do professor e nomeados de acordo com o objetivo principal de cada equipe. Há times que atuam na aprendizagem digital, no planejamento dos cursos e até mesmo aspectos de pagamento e matrícula, entre outros. Desta forma, com foco bem definido e, principalmente, fazendo uso de metodologias ágeis para a execução do trabalho, as equipes tiveram mais autonomia para solucionar questões críticas de negócio em ciclos curtos de aprendizado, com constante entrega de valor. Além disso, passaram ainda a pensar em produtos, e não mais em projetos, baseando-se em dados para a melhoria contínua das iniciativas, colocando o estudante no centro de todas as decisões e entendendo a cultura de experimentação e sua evolução.

A expertise adquirida pela jornada de Transformação Digital e o fato do Ecossistema Ânima de Aprendizagem já incorporar o ensino híbrido desde 2017 fizeram com que, com o início da pandemia, o ensino migrasse do ambiente presencial para o digital com agilidade e fluidez em um intervalo de apenas uma semana. Nenhuma turma perdeu nenhum dia de aula. A partir deste movimento, tornou-se natural ter mais de 1.200 turmas tendo aulas simultaneamente de forma síncrona, em que os universitários e docentes puderam interagir da mesma forma como em uma aula presencial e sem qualquer alteração no calendário acadêmico. “A pandemia nos mostrou que estávamos no caminho certo”, acrescenta Fumagalli.
O desenvolvimento da competência data-driven (incluindo modelos preditivos e soluções de inteligência artificial) também foi importante para aumentar o conhecimento sobre a jornada dos estudantes e melhorar sua experiência. Além disso, nossas instituições passaram a oferecer um ensino ainda mais personalizado, adequando o processo de acordo com os diferentes níveis de aprendizado dos estudantes, bem como suas necessidades e interesses.

“Investir em ambientes digitais adaptativos e escaláveis torna-se mais do que uma tendência e sim um requisito para o mundo atual. A demanda por um modelo personalizado e adaptativo na avaliação dos alunos, por exemplo, reequilibra o processo formativo e avaliativo de modo a garantir que o feedback chegue aos estudantes prontamente, respeitando as individualidades e em um momento em que eles possam aprender com a experiência e evoluir no desenvolvimento atual e futuro. Nesse sentido, conseguimos focar no feedback formativo, não somente atuando em correções eletrônicas ou pontuais de atividades, mas agindo na condução da gestão de vida e carreira do estudante também”, ressalta Rodrigo Neiva, Diretor de Personalização.

Extrapolando a sala de aula, a Transformação Digital permitiu melhorias e avanços em outras entregas. O time responsável pelo relacionamento com o aluno foi inteiramente migrado para modernas plataformas digitais, desde o primeiro momento em que as instituições de ensino tiveram que ser fechadas como medida de segurança sanitária, mantendo a alta performance. “Foram realizadas adaptações na plataforma omnichannel possibilitando que as equipes locais passassem a atender de forma digital os estudantes de cada campus sem perda das regionalidades e com ganho de desempenho. Com a iniciativa, o tempo médio de atendimento ao aluno foi reduzido em 30% e ele passou a escolher o canal que melhor lhe convém, sem a necessidade de estar na universidade para solicitar qualquer serviço ou tirar uma dúvida”, acrescenta nossa Diretora de Relacionamento com Alunos, Lívia Paulini Maciel.

Ainda no contexto das inovações, lançamos o diploma digital, nos tornando a primeira organização educacional a cumprir 100% da legislação vigente, com 14 meses de antecedência do prazo regulamentado pelo MEC, seguindo protocolos que impossibilitam a falsificação e garantem validade jurídica, autenticidade e confidencialidade. Além da garantia legal, o aluno tem a vantagem de receber por e-mail, sem possibilidade de qualquer dano ou extravio, e promove a consciência ambiental ao dispensar o uso do papel na emissão do certificado de conclusão de curso. Outra inovação a ser destacada é o vestibular digital, que permite que milhares de candidatos façam o processo de forma inteiramente remota, desde a aplicação e envio dos documentos até a realização da prova, que é disponibilizada com diversos recursos de segurança, incluindo reconhecimento facial para garantir que é o próprio candidato que está respondendo as questões do início ao fim.