Notícias | 23 abril, 2021
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O início das aulas é um marco na trajetória de todo estudante que ingressa no ensino superior. Esse momento tão aguardado reúne sentimentos como curiosidade, dúvidas e ansiedade sobre o dia a dia da jornada universitária. Pensando nisso, alunos veteranos das nossas instituições de ensino, que já vivenciaram essa apreensão comum de quem é novato, decidiram arregaçar as mangas para receber os novos colegas. Foi assim que surgiu o Projeto Acolher, uma inciativa de veterano para novato que se tornou Projeto de Extensão do Ecossistema Ânima, e pode ser considerada a maior e mais inovadora rede nacional de apoio e acolhimento de universitários do país.

O projeto foi lançado em junho de 2020, pensado e liderado pelos próprios alunos. E apesar de ainda recente, já alcançou e auxiliou mais de 28 mil novos universitários das nossas instituições de ensino. Envolveu ainda mais de cem alunos veteranos que se inscreveram no projeto. A iniciativa já apresenta resultados expressivos contribuindo com a queda da evasão de calouros que atualmente é menor que 2% entre os que participam das ações do Acolher.

“O Projeto Acolher nasce da experiência de veteranos, que já viveram a fase de transição para o ensino superior, com a necessidade de ações de integração dos calouros por parte de toda a comunidade acadêmica. Desta forma, a expectativa positiva com que os novatos chegam à universidade em relação à sua experiência acadêmica se torna uma realidade. A Ânima apoia e orienta os alunos do Projeto Acolher nas ações e isso garante a legitimidade da fala e das propostas, que são de estudantes para estudantes.” explica Monica Fardin Grasseli, Diretora do Sucesso do Estudante.

A dinâmica do projeto traz aprendizados para todos os envolvidos. Dividido pelas áreas do conhecimento em ‘Gerúndios’, o Acolher agrega veteranos de diversas graduações: Arquitetando (Arquitetura e Urbanismo & Design), Codando (TI & Comunicação), Comunicando (Comunicação & Artes), Cuidando (Ciâncias Biológicas & Saúde), Desembolando (Psicologia e Serviço Social), Engenheirando (Engenharias), Ensinando (Licenciaturas), Endireitando (Ciências Jurídicas), Negociando (Gestão & Negócios), Veterinando (Ciências Agrárias).

Assim que se matriculam, os novos alunos recebem contato personalizado com convite para participar do projeto por meio do Ulife – plataforma acadêmica exclusiva do Ecossistema Ânima. A partir disso, os ‘Gerúndios’ passam a oferecer atividades como palestras, cursos, tira-dúvidas e oficinas, apoiados pelos coordenadores da graduação. Nessa troca, os novatos têm a oportunidade de dar início à trajetória acadêmica já integrados a uma rede nacional de amigos, além de poder se preparar para o início das aulas em cursos de nivelamento e reforço de conteúdo. Já os veteranos podem desenvolver skills e competências socioemocionais consideradas fundamentais para os profissionais do futuro como empatia, networking e trabalho colaborativo ou em rede.

De acordo com Heber Pegas, estudante de Engenharia Civil da Universidade São Judas, que integra o Ecossistema Ânima, mais que acolhimento, o Acolher é pensado para facilitar a transição dos novatos para dentro do ambiente universitário. “É uma satisfação muito grande ajudar os colegas que estão chegando agora repletos de dúvidas e questões. Como um dos líderes da iniciativa, tive a oportunidade de aprender sobre liderança, trabalho em equipe, comunicação, desenvolvimento humano, entendendo o problema do outro e fazendo o máximo para ajudá-lo, além de estar em contato com os calouros de outros estados”, ressalta ele, que faz parte ‘Engenheirando’, o primeiro “Gerúndio” criado.

Após o início das aulas, os veteranos que já participam do projeto convidam outros veteranos de todas as instituições da Ânima para que possam apadrinhar um novato e ajudá-lo em sua trajetória acadêmica. Toda essa trilha de acolhimento é divulgada pelo perfil dos ‘Gerúndios’ e Projeto Acolher no Instagram.

Para aluna de Engenharia da Una, Aline Matos, o acolhimento tem função importante na socialização no novo ambiente. “Ser acolhida pelo ‘Engenheirando’, tem uma importância grande na minha vida acadêmica. Estava chegando à universidade, ainda não conhecia os colegas da turma, mas tinha muito interesse em aprender. Então essa recepção calorosa proporcionou conhecimento através dos cursos disponibilizados pela equipe de acolhimento e a integração com os veteranos do curso. Isso facilitou a relação com os colegas na universidade e tornou o início dessa nova jornada muito mais agradável”, comenta.