Notícias | 10 junho, 2022
Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Em maio, a Ânima Educação anunciou a criação do seu primeiro Corporate Venture Capital (CVC), que terá a quantia de R$ 150 milhões destinada para investimentos ao longo dos próximos 10 anos em startups das mais variadas especialidades. O fundo de investimento Ânima Ventures deverá investir não somente em edtechs, mas também em startups de diferentes setores que permeiam o segmento de educação e buscam soluções ágeis transformacionais.

A Ânima tem se preparado para esse movimento há três anos, quando decidiu por meio da HSM e da Singularity University pelo lançamento do Learning Village, primeiro hub de inovação e tecnologia com foco em educação e desenvolvimento de pessoas da América Latina. Durante esse processo, ainda investiu em duas startups: na MedRoom, voltada para o desenvolvimento de soluções em tecnologias imersivas no setor de saúde; e na Gama Academy, escola de tecnologia que seleciona e capacita profissionais para atuarem nas áreas de programação, design, marketing e vendas.

O fundo de investimento é um complemento às diversas iniciativas de inovação que a companhia vem realizando nos últimos anos e ficará sob gestão do atual CEO da HSM e da SingularityU Brazil, Reynaldo Gama. Para esta iniciativa foi formado um Comitê de Investimentos com participação dos cofundadores da Ânima: Daniel Castanho, Marcelo Bueno e Maurício Escobar. “O fundo permitirá a continuidade do nosso propósito de transformar o Brasil pela educação, de maneira ainda mais dinâmica, olhando não somente o core business, mas tudo que contribua ao ecossistema”, destaca o presidente do Conselho de Administração da Ânima Educação, Daniel Castanho.

Para ele, a iniciativa tem como premissa a colaboração e o intercâmbio de ideias e de conhecimento. “Mais do que investir dinheiro, contribuiremos na atividade foco de cada startup por meio dos mestres e doutores que reunimos em praticamente todas as áreas do saber, além de suporte nas áreas de gestão e comercial”, complementa o executivo. A princípio, os investimentos serão destinados a startups early stage e series A com um olhar amplo para diferentes segmentos. “Estamos criando um modelo agnóstico, atentos a startups dos diferentes setores, não queremos potencializar somente edtechs, mas sim todas as áreas que permeiam a esfera educacional na busca de agilidade e de transformação”, explica o gestor do Ânima Venture, Reynaldo Gama.

Outro tema importante dentro desse movimento é a criação de uma Venture Builder, que testará algumas teses de investimentos e buscará por empreendedores no mercado que pretendem começar do zero tendo a Ânima Educação como sócia dessa ação. “A proposta é buscar empreendedores inquietos que almejam revolucionar a educação no Brasil em parceria com a Ânima. Estamos à procura de fundadores para startups que ainda não existem”, declara Castanho.