Notícias | 17 maio, 2021
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Os sócios-fundadores da Ânima Educação, Daniel Faccini Castanho, Marcelo Battistella Bueno e Mauricio Nogueira Escobar, concederam uma entrevista exclusiva para contar sobre a expansão do Ecossistema Ânima com a chegada das instituições da Laureate Brasil. Na conversa, eles abordaram temas como a proximidade de cultura e valores entre as duas organizações e o protagonismo da Ânima nos processos de inovação em Educação. Confira:

 

A Ânima Educação tem um histórico de grandes aquisições, mas essa da Laureate Brasil é particularmente grande. O que acontece daqui para frente?

Marcelo Battistella Bueno: Realmente, esse é um momento transformacional que vai nos colocar em uma posição de grande destaque, com um grande poder de transformação, formando a maior rede de qualidade da Educação superior brasileira.

 

Vocês sempre falaram que a Educação está passando por uma revolução. Como essa compra da Laureate Brasil se encaixa na revolução que vocês estão fazendo na Ânima?

Daniel Faccini Castanho: A Laureate Brasil traz diversas outras competências que a gente não tem na Ânima. E a Ânima, na verdade, é o fruto de todas as integrações de outras aquisições que fizemos no decorrer da nossa história. Agora, nessa aquisição que é muito grande e na qual a Laureate Brasil tem o mesmo DNA da Ânima, mas com diversas outras instituições, entendemos que não é uma aquisição, mas uma fusão, uma integração, onde a Ânima traz o que ela tem de melhor e a Laureate Brasil também. Assim, vai surgir uma nova Ânima, muito mais moderna, com o que tem de melhor nas duas. E o resultado dessa combinação vai fazer com que “um mais um seja cinco”. Então a Laureate Brasil vem trazendo diversas outras competências que a gente não tem, dando um salto na trajetória da Ânima.

 

A inovação está no DNA da Ânima Educação desde o início, dentro e fora da sala de aula. O que a Laureate Brasil traz para acelerar esse processo?

Mauricio Nogueira Escobar: A Laureate Brasil tem um histórico de cultivar uma rede de grandes marcas. Isso por si só já é um DNA que se assemelha muito à nossa história, mas, mais do que isso, acho que a trajetória da Laureate Brasil traz diversos outros benefícios para essa fusão. Um deles, que acho que é muito evidente, é a capacidade de execução e a quantidade de talentos, de pessoas fantásticas que a gente encontrou pelo caminho. Ao combinar essas duas equipes e ao combinar esses dois DNAs, as duas culturas organizacionais, eu tenho certeza de que a capacidade de inovar e a capacidade de buscar melhores soluções aumenta exponencialmente. É isso que nós vamos buscar.

 

Cultura é o que determina e que permite que a inovação aconteça. Qual a cultura da Ânima que permitiu que tudo isso acontecesse até hoje e o que muda com a Laureate Brasil?

Marcelo Battistella Bueno: A Ânima e a Laureate Brasil tem um alinhamento muito interessante de valores e culturas muito complementares. Então, como o Daniel colocou, essa união vai ser muito produtiva. A Ânima vem com uma cultura de partnership, uma cultura muito inspirada nos seus fundadores e com o walk the talk. E a Laureate vem com uma cultura de bastante execução, de disciplina na execução, então acho que é um trabalho de uma união, e bem como disse o Daniel, no qual teremos grandes frutos.

 

Como a tecnologia deve evoluir no setor de Educação?

Mauricio Nogueira Escobar: Eu acho que a tecnologia é a forma como a gente vai conseguir dar conta do desafio que a Educação tem. É o uso correto das tecnologias para melhorar o aprendizado que possibilita essa transformação. Então saber usar bem essa tecnologia. A gente costuma dizer que a Ânima precisa ser ao mesmo tempo uma empresa de Educação e uma empresa de tecnologia. A despeito de ensinar em escala para muitos jovens, para muitos alunos, a gente consiga fazer com que cada jornada, com que cada trajetória seja única. Então com 300 mil alunos é como se eu tivesse quase 300 mil cursos. É a tecnologia que vai permitir que a gente chegue nisso.

 

Educação para muitos ou Educação de primeira?

Daniel Faccini Castanho: Educação de primeira para muitos. Eu acho que essa é a grande revolução. E quando você imagina, você sempre pensa em “Educação com escala ou Educação de qualidade?”. Se você pensar, a Ânima não é uma empresa de 15 mil pessoas. Ela é mil empresas de 15 pessoas. Então a gente não é um grupo agora com 340 mil alunos, nós somos um conjunto de várias faculdades, de vários centros de excelência, formando um grande Ecossistema. Se você pensa dessa maneira, aí sim você consegue ter uma Educação diferenciada para muitas pessoas. E só dessa maneira você consegue efetivamente transformar o Brasil pela Educação. Alguns agregam muito para poucos, outros tem muitos alunos e não agregam nada. O que importa é que a gente quer agregar muito valor para muita gente. A gente sempre diz que “um curso é tudo aquilo que fica depois que ele acaba”. E o grande valor de uma universidade ou de um grupo de Educação é o impacto gerado para a sociedade com aquilo que o aluno aprendeu durante o tempo que ficou conosco. E se você faz isso para muitos, aí você criou uma organização realmente diferenciada. A nossa grande ambição é ser a organização que causa o maior impacto no Brasil, a mais relevante para o país, a mais valiosa, aquela que se deixar de existir mais vai fazer falta. É para isso que a gente trabalha todos os dias, para fazer com que os alunos sonhem e de alguma maneira ajudá-los a realizar esses sonhos.